03 – ECLÉTICO

 
 

Virada do século XIX/XX

 

     Período marcada pela revolução industrial, onde novos hábitos e costumes chegam ao Brasil. O ecletismo é a corrente dominante na arquitetura e nos planos de reurbanização das grandes cidades. Em arquitetura, o ecleticismo é a mistura de estilos arquitetônicos do passado para a criação de uma nova linguagem arquitetônica.

Na Arquitetura

    As residências foram marcadas pelo surgimento dos porões, gerando privacidade e verticalidade a edificação, elementos arquitetônicos aparecem como, platibanda, arco, bandeira e pináculos. A utilização de cores claras, tons pastel. Neste período surge a infra-estrutura trazendo rede de água, esgoto,iluminação e transporte coletivo. Trabalha com a valorização da esquina chanfrada, conservação do alinhamento da via através das edificações mas utilizam o recuo lateral como entrada da edificação(pátio).

TEATRO MUNICIPAL

TEATRO MUNICIPAL

TEATRO AMAZONAS

TEATRO AMAZONAS

Quase todas as capitais brasileiras em expansão no início do século XX são atingidas pelo ecletismo arquitetônico. Esse período é voltado para as elites, havendo uma mistura de estilos, possui simetria, proporção. O eclético é dramático, corresponde à dramaticidade, conforto, expressividade, luxo, emoção, exuberância. Possui janelas amplas e altas para a circulação.

PINACOTECA (SÃO PAULO)

PINACOTECA (SÃO PAULO)

Projetado por Ramos de Azevedo e Domiciano Rossi, seu principal colaborador, tem estilo monumental em forte consonância com os princípios do ecletismo italiano, formado por três pavimentos, com dois pátios internos de modo a garantir ventilação e iluminação. No centro, primeiro piso, localiza-se o saguão central, com altíssimo pé-direito e janelas voltadas para o interior, que prevê uma cúpula, nunca concluída. Na construção foram empregados materiais importados como pinho-de-riga e cerâmica francesa. No projeto, os engenheiros idealizaram a integração entre o edifício e o Jardim da Luz, pelo recurso às varandas laterais e às janelas que dão para o parque. O prédio foi parcialmente inaugurado em 1900, quando começaram a funcionar alguns cursos de instrução primária e artística. O edifício, no entanto, nunca foi concluído, como atestam os tijolos expostos na fachada e nos pátios internos e na ausência da já referida cúpula, que constava do projeto original.

PALÁCIO DA LIBERDADE

PALÁCIO DA LIBERDADE

O Palácio da Liberdade é a atual sede do governo do estado de Minas Gerais. O edifício foi palco de importantes acontecimentos da história de Minas Gerais. Foi construído em Belo Horizonte, no ano de 1897. Com um traçado neoclássico, o palácio mescla estilos arquitetônicos que vão desde o Luís XV ao mourisco. A escadaria principal foi fundida na Bélgica e apresenta um elegante estilo art nouveau. Os jardins eram prolongamentos da praça, porém sem as grades que hoje cercam o palácio.

Na fachada se destacam: a escadaria de acesso, a visão dos dois andares e as três cúpulas da cobertura. O sentido de verticalidade desta fachada é dado pelas grandes colunas no corpo central e nas colunas menores das rotundas laterais. O equilíbrio das linhas é clássico, mas a profusão da decoração nos remete ao barroco.

Na parte inferior da fachada e das laterais, as escadarias são de granito da Candelária, bem como os pedestais das colunatas e as guarnições das portas de acesso do público.
As três portas principais são de madeira, protegidas por portões de bronze. São em arco pleno, assim como as janelas das rotundas.

As quatorze colunas principais são em mármore de Carrara, estilo corintio. Sobre as seis colunas centrais da fachada, uma pequena cornija e um friso decorativo tem, ao centro, a inscrição “Theatro Municipal”.
Acima desta, em um pequeno frontão,há a inscrição “MCMV – MCMIX”, ladeado pelas esculturas de Rodolpho Bernardelli: a Poesia e a Música  na fachada central; a Dança e o Canto na Avenida Rio Branco e a Tragédia e a Comédia na Avenida Treze de Maio.

No andar superior do corpo central, das rotundas e nas escadarias laterais, existem janelões com vitrais retangulares, sendo que os três centrais e os dois das escadas laterais, ostentam preciosos vitrais alemães, com as figuras das musas protetoras das artes. Nomes de mestres da musica e da dramaturgia estão gravados sobre os janelões das rotundas.

Sobre as rotundas existem duas cúpulas, revestidas de cobre. Sobre o corpo central há três diferentes abóbadas. Há, ainda, uma quarta cobertura sobre o palco  e uma quinta sobre a área dos fundos do teatro. Sobre as três primeiras cúpulas existem, em seu topo, esferas de vidro leitoso, iluminadas de seu interior. A esfera central, que tem um diâmetro de 1,80 metros, sustenta uma águia de cobre dourado. 

Nas fachadas laterais figuras de atlantes, em bronze, como se fossem cariátides, representam as estações do ano e há uma profusão de elementos decorativos ao gosto da art-noveau.

A idealização de um teatro para a capital paulista baseou-se na crescente importância da cidade em âmbito nacional, esta que no início do século XX abrigava a alta burguesia brasileira, da qual grande parte tinha seus negócios nas lavouras de café, que concentravam um bom número de italianos em São Paulo. A cidade contava apenas com o Teatro São José, que após um incêndio ficou incapacitado de receber espetáculos estrangeiros, e a elite paulistana pedia pela criação de um novo teatro, com estrutura semelhante a dos melhores teatros do mundo e capaz de abrigar grandes espetáculos de ópera.

O Jockey Club Campineiro é um prédio histórico localizado no Centro da cidade de Campinas. O prédio, em estilo eclético e com elementos do art nouveau e da neorrenascença, teve sua construção concluída em 1925, tendo sido eleito em 2008 uma das Sete Maravilhas de Campinas, possui 1.371,8m² e três pavimentos. O edifício foi construído para ser sede do Jockey Club Campineiro, fundado em 19 de setembro de 1877 por Antônio Egídio de Sousa Aranha, Francisco Eliziário, Francisco José de Camargo Andrade e José Francisco Aranha.

O Edifício Ely, atual Tumelero, é um prédio histórico brasileiro, localizado na cidade de Porto Alegre.  Foi projetado e construído entre 1922 e 1923 pelo arquiteto alemão-brasileiro Theodor Wiederspahn, para ser uma loja do comerciante Nicolau Ely. Este monumento de arquitetura é considerado patrimônio cultural e um ponto turístico da cidade. Construído em alvenaria em estilo neo-renascentista alemão, possui cerca de oito mil metros quadrados, distribuídos em quatro andares, e 3.220 metros quadrados de fachada, decorada com abundância de janelas altas e estreitas com delicadas esquadrias, balaustradas, cúpulas, ornamentos, estatuária e grades em ferro forjado, destacando-se um belo frontão com volutas, sendo internamente simples e despojado.  Além do uso e mistura de estilos estéticos históricos, a arquitetura eclética de maneira geral se caracterizou pela simetria, busca de grandiosidade, rigorosa hierarquização dos espaços internos e riqueza decorativa.

 

REFERÊNCIAS

http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/apresentacao.asp

http://blog-br.com/bs2/46626/O+Theatro+Municipal+de+S%E3o+Paulo..html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jockey_Club_Campineiro

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_Ely

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_da_Liberdade

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinacoteca_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo

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