04 – MODERNISMO

 
 Período: apartir   de 1920 a 1970

O Modernismo foi um movimento artístico e cultural, teve seu inicio na Europa e começou a se difundir no Brasil a partir da primeira década do século XX, através de manifestos de vanguarda, principalmente em São Paulo, e da Semana da Arte Moderna, realizada em 1922. O movimento deu início a uma nova fase estética na qual ocorreu a integração de tendências que já vinham surgindo, fundamentadas na valorização da realidade nacional, abandonando as tradições que vinham sendo seguidas, tanto na literatura quanto nas artes. Apesar da grande repercussão que a arquitetura e Arte Moderna obtiveram, vale ressaltar que o Movimento Moderno não se limitou a essas duas áreas. Foi um movimento cultural global que envolvia vários aspectos, entre eles sociais, tecnológicos, econômicos e artísticos.

No Brasil, as primeiras obras Modernistas surgem quando apenas se iniciava o processo de industrialização. Segundo Lúcio Costa, o Modernismo brasileiro justifica-se como estilo, afirmando a identidade de nossa cultura e representando o “espírito da época”.  

O Modernismo foi introduzido no Brasil através da atuação e influência de arquitetos estrangeiros adeptos do movimento, embora tenham sido arquitetos brasileiros, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que mais tarde tornaram este estilo conhecido e aceito. Foi o arquiteto russo Gregori Warchavchik quem projetou a “Casa Modernista” (1929-1930), a primeira casa em estilo Moderno construída em São Paulo.

Os arquitetos Modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

PRINCIPAIS ARQUITETOS E OBRAS MODERNAS

Entre os arquitetos de destaque no Movimento Moderno brasileiro estão Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Attilio Correa Lima, os irmãos Marcelo e Milton Roberto e outros.                                                      

O início dos anos 30 marca ainda o conflito entre o neo-colonial, estilo dominante na arquitetura brasileira da época e o Modernismo, que começava a ganhar espaço. Deve-se observar que o Estado teve papel importante no processo de afirmação do Modernismo brasileiro, enquanto patrocinador de obras que buscaram o Modernismo como símbolo de modernidade e progresso.                                                                       

A primeira obra moderna de repercussão nacional foi o prédio do Ministério da Educação e Saúde – MES, cujo projeto foi realizado em 1936, no governo de Getúlio Vargas, por uma equipe de arquitetos: Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernani Vasconcelos, liderados por Lúcio Costa. 

O edifício foi concebido de acordo com os fundamentos modernistas e tornou-se um marco para a arquitetura brasileira, representando a ruptura com as formas arquitetônicas ornamentadas com motivos historicistas e simbólicos que eram usadas na época. A imagem de modernidade e progresso que o prédio do Ministério representava estava também vinculada aos ideais de inovação pretendidos pelo Estado Novo – regime político autoritário que vigorou até 1945, quando da deposição de Vargas.

Modernismo e libertad. 

O modernismo implicou em dois novos mecanismos, que proporcionaram liberdade. A liberdade do mal-estar, falta de saúde, e a liberdade política. O seus primeiro elementos, surgiram a partir de um movimento de esquerda,  a sua arquitetura livre, desvinculada do detalhe, tinha como função limpar os pesados edifícios que por anos servirão de ostentação para os regimes autoritários, de diversos séculos. Categoricamente  a primeira liberdade seria o bem estar, estaria estampada no exterior do edifício, claros, brancos, quentes e abertos ao mundo natural, um corpo saudável, casa saudável. Para isto se exemplificando na Villa Mairea onde Alvar Aalto, fez uso de materiais delicados acentuado de materiais dentro e forra da casa. Com o findar da carnificina da segunda guerra mundial, o modernismo oferecia luz, conveniência, e libertação, um lugar que proporcionava cura em todos os sentidos. Com o final da segunda guerra mundial, a arquitetura oferece novas formas de fuga e libertação. Na Alemanha houve uma corrida contra a arquitetura grandiosa, militarista do terceiro Reich, a maioria dos arquitetos havia servido como oficiais nas forças armadas, e por este motivo queriam construções isentas de qualquer associação política.  A arquitetura é porem, de muitas maneiras, prescritiva e determinista, ela nos condiciona como morar, por mais que o arquiteto seja idealista e ideologicamente livre, são poucos os arquitetos que conseguem criar edifícios genuinamente participativo onde clientes e usuários intervenham e contribuam na construção, elaboração do projeto.     

BRASIL : 1922

 O ano de 1922 marcaria as comemorações do Centenário da Independência, efeméride que, pela sua natureza, exaltava os sentimentos de nacionalismo já despertos durante a Guerra de 1914. Alguns episódios marcaram definitivamente aquele ano: em fevereiro, a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; o heróico episódio dos 18 do Forte, em julho, na praia de Copacabana; a Exposição do Centenário, em setembro, na Capital Federal. Três fatos aparentemente distintos, geralmente abordados apartadamente pela história oficial, porém com um definitivo ponto em comum: o sentimento de brasilidade.  

PRIMEIRA CASA MODERNISTA NO BRASIL (1927-1928)

 Em 1927, Gregori Warchavchic, fez sua própria residência e é considerada a primeira casa modernista no Brasil. Recebeu muitas criticas por não possuir ornamentos. Feita de alvenaria de tijolos, a cobertura não era terraço, mas um telhado escondido atrás da platibanda.

MODERNISMO EM MINAS GERAIS 

O conjunto arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer  entre 1942 e 1944, surge de uma encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976), para a construção de uma série de edifícios em torno do largo artificial da Pampulha. A obra prevê cinco edifícios: um cassino, um clube de elite, um salão de danças popular, uma igreja e um hotel, que não foi realizado. Ao final do projeto, o prefeito acrescenta uma residência de veraneio de fim de semana para ele e sua família. A obra faz parte de um plano de modernização da cidade – que nos anos de 1940 e 1950 conhece ampla expansão física e populacional – traduzido na criação de novos bairros como, por exemplo, a Pampulha e Cidade Jardim, zonas residenciais de elite. Datam também desse período a criação de uma cidade universitária (1944 – 1951) e de um distrito industrial, batizado de Cidade Industrial. Além disso, os edifícios são pensados em estreita relação com o entorno, que fornece a moldura natural e a inspiração para os desenhos e plantas.

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Igreja de São Francisco de Assis, Pampulha ---- Fonte: http://emplastrocubas.files.wordpress.com/2009/02/igreja-da-pampulha.jpg

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Casa do Baile ----- Fonte: http://www.bhhumor.com/casadobaile.shtm

O projeto arquitetônico e paisagístico propunha uma integração total com o ambiente da lagoa. Niemeyer afirma ter sido esse o projeto com o qual ele se ocupou das curvas, com mais desenvoltura. A planta da Casa do Baile se desenvolve a partir de duas circunferências que se tangenciam internamente. Delas desprende-se uma marquise sinuosa que provoca o olhar e não deixa de incitar a comparação com as curvas das margens da represa. Esta marquise é suportada por colunas que também contornam todo o volume circular e morre em outro pequeno volume de forma amebóide. À frente deste, há um pequeno palco circular cercado por um lago também na forma de ameba.

 

 MODERNISMO EM BRASÍLIA

Oscar Niemeyer revoluciona a construção de Brasília (1956-1960) um canteiro experimental desta fascinante aventura de concepção de formas estruturais, realizáveis em grande parte pelo gênio criador do engenheiro Joaquim Cardozo. A parceria com Cardozo começou em 1940, no conjunto de projetos desenvolvidos para o bairro da Pampulha, em Belo Horizonte. Juscelino Kubitschek, prefeito de Belo Horizonte, convocou Oscar Niemeyer para os projetos de arquitetura e, eleito presidente do Brasil, em 1955, teve como meta a transferência da capital do país do Rio de Janeiro. Novamente, será Niemeyer o arquiteto escolhido para elaborar os projetos arquitetônicos dos principais edifícios governamentais, que aliado ao plano urbanístico, produto de um concurso público divulgado em setembro de 1956, dará origem à nova capital.

PLANO PILOTO

 Brasília toma forma no plano urbanístico desenhado por Lúcio Costa e na genialidade criativa de Niemeyer, que imprime a sua marca nos principais monumentos arquitetônicos, construídos, em grande parte, nos quatro anos que antecederam à inauguração da cidade. Será ao longo do eixo Monumental, que corta o Plano Piloto no sentido leste/oeste, que o seu traço singelo continuará a pincelar o céu do cerrado ao longo destes 46 anos.

O projeto de Lucio Costa ordena o espaço baseado nas escalas de uso, dentro da qual cada função urbana cria estruturas morfológicas próprias e identificáveis: a “monumental coletiva” (edifícios públicos), a “residencial-cotidiana” (superquadras de moradia), a “gregária-concentrada” (espaço de lazer), e a “bucólica” (isolada, para recreação a beira do lago).

A característica fundamental do projeto esta nessa ordenação de escalas de uso principal que não responde somente apenas a densidade populacional, mas ao tratamento da paisagem através do emprego daquilo que chama de técnicas “rodoviárias e paisagísticas”. Este tratamento consiste, por um lado, em garantir uma condição de vida mais reservada no interior das superquadras, que ficariam protegidas por densas cintas de árvores em seu perímetro. E por outro, em expor como imagem da cidade apenas a sua parte cívica.

O partido do projeto baseou-se no cruzamento de dois eixos, “nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto.” sendo adaptada a topografia local.

O Palácio da Alvorada (1956-1957), residência oficial do Presidente da República, começou a ser executado antes mesmo de aprovado o Plano Piloto de Lúcio Costa, e foi a primeira edificação definitiva a ser construída na nova capital. Segundo Niemeyer, a concepção da obra está na forma dos suportes que além de atender às exigências funcionais,caracterizam o edifício e conferem uma leveza tal que eles parecem destacados do solo e apenas pousados na superfície de apoio. As colunas externas de mármore branco, emoldurando as fachadas,possuem a forma de uma parábola de 4º grau, mas esta forma plástica perfeita só foi possível pela genialidade de Cardozo, que conseguiu obter o efeito desejado por Niemeyer criando apoios internos que recebessem maior parte das cargas e aliviando a solicitação dos pilares da fachada,  passam a ter função secundária, recebendo apenas as cargas mais eves da cobertura e a da laje do passadiço perimetral, elevada de um etro e cinqüenta do solo. Neste trecho, a laje de cobertura não apresenta continuidade com a laje da parte interna. Ela é curva e se afina em direção à borda, reduzindo ainda mais a carga transferida para a fachada. Nos pilares internos, recuados da fachada e dissimulados por um invólucro externo de aço, se concentra a função principal do suporte.  
 
 
 

 

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PALÁCIO DA ALVORADA --- FONTE: http://www.forumeja.org.br/df/?q=node/458

 

O Palácio do Planalto (1958-60) e o Supremo Tribunal Federal (1958-60) foram concebidos por Niemeyer dentro do mesmo princípio: a forma inusitada dos pilares confere às estruturas certo grau de monumentalidade.Também nestes dois projetos, Niemeyer criou suportes internos ao edifício para absorver a maior parte das cargas, aliviando a solicitação dos pilares da fachada e possibilitando, assim, trabalhar plasticamente os apoios. A forma é similar a dos meios pilares da fachada principal do Palácio da Alvorada, embora aqui as curvas inferiores e superiores estejam voltadas para a lateral do edifício, e a fachada principal, voltada para a praça, se caracteriza pela aresta retilínea. No Palácio do Planalto, os pilares recebem exclusivamente as cargas da laje de cobertura, que diminui de espessura em direção à fachada e a curva inferior do pilar é acentuada, indo de encontro à laje do primeiro pavimento, a quatro metros do solo, sem, no entanto, o suportar. No Supremo Tribunal Federal, além de suportar as cargas da laje de cobertura, os pilares recebem também a carga da parte externa da primeira laje, situada a um metro e vinte acima do solo. 

 
 
 

 

 

 O Congresso Nacional (1958-1960), cuja forma e dimensões escapam aos padrões usuais, atraindo a atenção dos especialistas mundiais para a solução estrutural adotada. Solução esta que situa as cúpulas invertidas do Senado e da Câmara dos Deputados numa grande plataforma horizontal (200m x 80m), com três pavimentos, compondo-se com a linha vertical dos edifícios gêmeos de 27 andares, que abrigam os serviços. Niemeyer conta que Cardozo exultou quando lhe telefonou para dizer: “Encontrei a tangente que vai permitir que a cúpula da Câmara pareça apenas pousada na laje”. Mas, os problemas estruturais iam além da concepção da forma geométrica da cúpula invertida (calota esférica) da Câmara dos Deputados, que recebe o forro horizontal e uma cobertura em forma de coroa de círculo, com finalidade aparentemente estética. O grande empuxo produzido por esta cobertura constitui o ponto crucial do projeto, resistido por anéis de aço, sob a forma de vergalhões embutidos no concreto.  

 
 
 

 

 

O arrojo estrutural continua na estrutura em concreto armado da Catedral de Brasília, calculada por Cardozo e concluída em 1960, antes da inauguração da cidade. Os dezesseis pilares curvos, em hiperbolóides de revolução, representam um desafio aos conceitos estruturais vigentes, uma vez que aqui encontram a sua estabilidade no anel circular de tração, sobre o qual estão apoiados, e também num anel de compressão, situado não no topo e sim a dez metros abaixo deste ponto. O anel superior não é visível, passando por dentro dos pilares, e o anel inferior, na altura do piso, além de absorver os esforços de tração, funciona como um tirante, reduzindo a carga nas fundações aos esforços verticais. A laje da cobertura tem função apenas de vedação, possibilitando ventilação natural através de seu orifício central. Esses pilares estão reunidos entre si por panos de vidros e o seu carregamento inicial, previsto por Cardozo, restringia a carga à ação do vento e ao peso de uma esquadria leve, em plástico. Posteriormente, a solução proposta em treliça espacial, além de dirigir os carregamentos maiores para o solo, permitiu a fixação das duas camadas de vidro na estrutura hexagonal do banzo inferior e superior da treliça.  

 
 

 

MODERNISMO EM SÃO PAULO

A arquitetura moderna desenvolveu-se em São Paulo graças a existência dos Jardins. Bairros estritamente residenciais, compostos por terrenos amplos e arborizados, ficavam em imensas áreas das zonas sul e oeste da cidade.  

É uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. Localiza-se, desde 1968, na Avenida Paulista, cidade de São Paulo, em um edifício projetado por Lina Bo Bardi para ser sua sede. Possui vão-livre de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, o edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira e um dos mais populares ícones da capital paulista, sendo tombado pelas três esferas do poder executivo.

Projetado na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer com a colaboração de Carlos Alberto Cerqueira Lemos, o edifício COPAN surgiu num período em que a cidade de São Paulo apresentava uma dinâmica de transformação e crescimento espantosos (Mendonça, 1999). Com o avanço da industrialização para fora dos limites da cidade juntamente a grande especulação imobiliária em torno do centro, verificaram-se dois aspectos marcantes desta época: Uma intensa expansão na malha urbana e o adensamento populacional com verticalização da área central (Piccini, 1999).

Forma sinuosa do COPAN quebrando ângulos retos do centro da capital paulista, tem a marca de seu criador. O gosto pela linha curva é uma das pricipais características da obra de Oscar Niemeyer que escreveu: “não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível… o que me atrai é uma curva livre e sensual…” (Niemeyer, 1998). O brise soleil utilizado serve, além de proteção solar, para enfatizar a fachada ondulada. Este recurso já tinha sido usado por Niemeyer antes no edifício Montreal, também na cidade de São Paulo (Valle, 2000).

 MODERNISMO NO RIO DE JANEIRO  

 Em 1930, Getulio sobe ao poder, havendo uma vontade e esperança de mudar o país, sendo uma das primeiras medidas a criação do Ministério da Educação.     

 
 
 
 

 

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Ministério da Educação e Saúde ---- FONTE: http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc192/mc192.asp Ministério da Educação e Saúde ---- FONTE: http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc192/mc192.asp

 

Equipe de projeto: Lucio Costa,Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernani Varconcellos, Jorge Moreira, Oscar Niemeyer.  

O edifício do Ministério compõe-se de um volume em altura sobre pilotis e um outro mais baixo e perpendicular ao primeiro. Suas fachadas foram tratadas de acordo com a incidência solar, utilizando-se brise – soleils e vidro. No seu interior a planta é livre, isto é, sem paredes fixas, o que permite liberdade de uso. Foram utilizadas divisórias de madeira que não chegam até o teto, possibilitando ventilação cruzada. Alguns locais receberam azulejos e murais do pintor Candido Portinari, artista de destaque no Movimento Moderno brasileiro, e os jardins receberam esculturas de Lipchitz, Bruno Giorgi e Celso Antonio.  Esta obra é um marco na arquitetura de Niemeyer e brasileira: nela certos esquemas do racionalismo moderno são alterados em favor de uma maior expressividade plástica e de um caráter mais local. Se alguns princípios decorrem de Le Corbusier como pilotis, planta livre; outros lembram Mies van der Rohe como transparências, integração interior/exterior, pilares metálicos e essencialidades principalmente no corpo aflorado.  

 

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CONJUNTO PEDREGULHO —– FONTE: http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc238/mc238.asp

O projeto mostra a preocupação com o homem, já no final dos anos 40. Reidy e Portinho defendiam que “habitar não se resume à vida no interior de uma casa”, propondo a composição entre moradia e o espaço externo, promovendo a instalação de serviços complementares às famílias na mesma área dos edifícios residenciais. A Obra contou com técnicas de engenharia avançados para a época.  Foi construído no Morro do Pedregulho em São Cristóvão, Rio de Janeiro, o Conjunto do Pedregulho destinou-se a atender à demanda habitacional de funcionários públicos do Estado. É constituído por sete edifícios: três residenciais, quatro de serviço e áreas de lazer e piscina.

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MUSEU DE ARTE MODERNA ------ FONTE:http://i.olhares.com/data/big/209/2093374.jpg

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) de 1953, localiza-se na cidade do Rio de Janeiro, no Parque do Flamengo. É obra mais conhecida do arquiteto carioca Affonso Reidy, segue a orientação da arquitetura racionalista, destacando-se pelo emprego de estruturas vazadas e pela integração com o entorno.

Projetada por Niemeyer em 1951 para própria moradia, é considerada um dos marcos da arquitetura moderna brasileira. Localiza-se no Rio de Janeiro. Sua forma completamente orgânica e adaptada ao entorno traduz-se pela transparência e formas delgadas do seu partido que estabelece um diálogo constante com o exterior. A orientação adotada cria uma grande área sombreada que propositadadamente evitou o uso de cortinas nas áreas envidraçadas, permitindo assim que a mata “penetrasse” na casa sem trazer o desconforto da incidência direta do sol. A implantação foi planejada objetivando a menor interferência possível na topografia natural do terreno, de forma que as rochas que afloram do solo fossem aproveitadas na ambientação, ora adentrando, ora saindo da casa.

MODERNISMO NO PARANÁ        

 

 

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Residência em Curitiba —- FONTE: http://www.pr.gov.br/mon/not_artigas.htm

Construída entre 1953 e 1957, na Rua da Paz, a casa, atualmente sede do Instituto G Arquitetura, foi projetada para o médico João Luiz Bettega, em 1949. Com desenho e disposição arquitetônica incomum para a época, a residência criou polêmica e gerou críticas. Nela, todos os ambientes são voltados para a face que mais luz solar recebe em Curitiba, a face Noroeste. Para alguns, apenas “um caixote de vidro e concreto”, com a frente marcada em cor vibrante, um vermelho queimado. Porém, na ótica dos especialistas, atualizada e modernizada pela visão de “um mestre” que soube “mixar em seus projetos arquitetônicos as convicções políticas e estéticas”.  Escada semelhante, de construção complexa e de grande valor estético, fora projetada por Artigas em outra casa, em São Paulo. No entanto, nessa residência, a escada localizava-se na área social. Já na casa da família Bettega, a escada fazia parte do setor de serviço, nos fundos, dotando-o de uma importância não imaginada anteriormente.   

 

ARQUITETURA REGIONAL

Este vídeo tem por finalidade apresentar a produção arquitetônica modernista de Chapecó.

A produção da arquitetura modernista de Chapecó, teve inicio na década de 60, quando se implantam na região as primeiras olarias, que aliadas com o concreto armado foi possível o surgimento dos primeiros edifícios em altura, substituindo a madeira que foi largamente utilizada no início do povoamento. Sempre notamos mudanças na forma de edificar a partir do momento que temos novos materiais e técnicas. A produção modernista não esta limitada apenas em edificações comerciais, a utilização dos elementos modernistas podem ser notados em residências, edifícios públicos, comerciais e institucionais. Notam-se algumas características do modernismo, o uso mínimo de ornamento, integração dos ambientes pelo uso do vidro, surge às platibandas.

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS  

  http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/1313/000000919.pdf?sequence=1http://ideiasdespedacadas.wordpress.com/2008/06/20/arquitetura-moderna-um-olhar-saudosista/http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_de_S%C3%A3o_Paulohttp://www.copansp.com.br/http://www.ufrgs.br/propar/publicacoes/ARQtextos/PDFs_revista_0/0_Luccas.pdf  http://www.unb.br/fau/pos_graduacao/paranoa/edicao2007/formas_estruturais_arquitetura_brasilia.pdfhttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-de-brasilia/historia-de-brasilia-6.php     

 

 

 

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